install
  1. Até que infeccione

         E se for pra contar quantas vezes o olhar foi desviado para que a busca não fosse completa… Se fôssemos somar as noites mal dormidas e as aceleradas do inevitável que provocaram a dor e o alívio de saber que você estava por aqui.

         Só me recordo de te querer e ao mesmo tempo segurar a lágrima quente que inflava sob os olhos. Hoje tenho alergia ao teu perfume, fujo ao pensar no que seria e sorrio ao saber que ainda me procura.

        Você sabe que não me tem e eu sei que se martiriza por lembrar-se de mim. Finge que o passado se foi, o presente é feliz e o futuro será uma consequência longínqua cujo objetivo é encontrar-se o mais distante possível do que ficou ralado no seu coração.

        Não chegou a fazer cicatriz, pois não foi um corte profundo. Mas é como um ralado que você, por simples diversão, ainda se vê tirando as casquinhas e deixando a superficial ferida ainda aberta. Ao mexer alí, se arrepende no instante seguinte, mas não aprende… Leva certo tempo e se vê obrigado à fazer o mesmo exercício.

        Um ralado que dói, arde e faz lembrar. O pior é fazer lembrar. Não é possível descartar o orgulho e admitir esse sentimento. Um orgulho que restringe tudo o que por impulso seria dito. Mas de que vale perder tudo a troco de nada?

        Será um martírio, um incômodo que irá te acompanhar. Até o dia que infeccione, inflame, inche e a febre volte a desolar. A febre que só era sentida ao tocar o que hoje não tem e que ardia quando o quarto estava fechado, escuro e nu.

    Luísa Bressane

  2. O siri pen drive só não é mais legal que o darth vader pen drive. (em Peugeot AGEN)

  3. When the puzzle connects, its like you never forget (em Jd bom princípio)

  4. Preço

     Enquanto houve respostas todo o desespero excitava as garras que nunca exitaram em deixar cicatrizes. O arder da garganta tornando-se incabível e o ímpeto do punho fechado na vidraça rachada.

     A dúvida levava à sede de hipóteses e cada encontro tornava-se confronto. Por favor, encontre-se longe quando eu passar, não torne a lágrima fervorosa saltar dos olhos e insistir em traçar a sinuosa linha que reflete o negro que ali se guarda.

     Por favor, esteja longe o suficiente, já que assim me manterei porque é o que posso fazer. Não posso correr, não quero mover, só sangrarei.

     - Tem um cigarro?

     - Parei.

     Não pense em olhar para trás, nem ao menos olhar por cima do ombro. Fuja de qualquer tentativa de contato, tato ou fato. O seu riso elementar resultará na queda do muro que construí. Pedras rolarão e o tremor voltará a ameaçar as fraquezas enterradas e soterradas á baixo de tantas amarguras.

     Permita-me ignorar cada movimento e fingir que nunca mais existirá. Permita que as rugas cresçam e marquem as pálpebras e só então voltar a olhar diretamente e buscar a coragem que me foi tomada. 

    Luísa Bressane

  5. Zoneaçar